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- TSVQRS estreito — estável e regular?
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TSV QRS estreito — estável e regular?
Estabilidade e mecanismo Instável? Regular vs irregular? Pré-excitação?
Como decidir: Instável → cardioversão. Estável regular → reentrada (vagal/adenosina). Irregular → fibrilação atrial.
• QRS estreito REGULAR + início e término súbitos + frequência alta → TSV paroxística reentrante (nodal AVNRT ou via acessória AVRT) (QRS estreito IRREGULAR aponta fibrilação atrial (não reentrante))
• Taquicardia + instabilidade (hipotensão, dor torácica, dispneia, alteração de consciência) → Cardioversão elétrica sincronizada imediata (Paciente estável permite manobra vagal/adenosina antes)
• Taquicardia regular que responde a manobra vagal/adenosina (termina a reentrada ou desmascara flutter/atrial) → Confirma/trata a reentrada nodal; diferencia de flutter (Sem resposta sustentada, reconsiderar o mecanismo (atrial/ventricular))
• Pré-excitação no ECG basal (onda delta, PR curto — WPW) com taquicardia → Via acessória (WPW) — cuidado com fármacos bloqueadores do nó AV na FA pré-excitada (ECG basal normal entre crises afasta pré-excitação manifesta)
• Estabilidade primeiro: Instável (hipotensão/isquemia/IC/rebaixamento) → cardioversão sincronizada sem demora
• QRS estreito + regularidade: Estreito regular = reentrada provável; estreito irregular = fibrilação atrial; largo → tratar como ventricular até prova
• Manobra vagal/adenosina: Diagnóstica e terapêutica na reentrada nodal; desmascara flutter/taquicardia atrial; ECG entre crises busca pré-excitação
TSV Reentrante (AVNRT/AVRT)
Passo-chave: Estreito regular paroxístico → vagal/adenosina
Fisiopatologia: Um circuito de reentrada no nó AV (AVNRT) ou usando via acessória (AVRT) sustenta a taquicardia.
Diagnóstico: QRS estreito regular, início/término abruptos. Resposta à adenosina apoia o diagnóstico.
Tratamento: Manobra vagal → adenosina; se refratária/recorrente, bloqueador do nó AV; ablação para cura definitiva.
Alerta: Início/término súbitos são típicos da reentrada.
Pegadinhas:
- AVNRT é a TSV paroxística mais comum.
- Adenosina tem meia-vida curtíssima.
- Ablação cura a maioria dos casos recorrentes.
TSV Instável
Passo-chave: Instabilidade → cardioversão sincronizada
Fisiopatologia: A frequência muito alta compromete o débito e a perfusão, causando instabilidade.
Diagnóstico: Taquicardia + sinais de baixo débito (hipotensão, isquemia, IC, rebaixamento).
Tratamento: Cardioversão elétrica sincronizada imediata (com sedação se possível).
Alerta: Não perder tempo com fármacos no paciente instável.
Pegadinhas:
- Sincronizar a cardioversão.
- Instabilidade define a urgência, não a frequência absoluta.
- Tratar causa contribuinte após estabilizar.
Manobras / Adenosina
Passo-chave: Vagal e adenosina: diagnóstico + tratamento
Fisiopatologia: O bloqueio transitório do nó AV interrompe a reentrada nodal e revela ritmos atriais subjacentes.
Diagnóstico: Resposta à manobra vagal/adenosina ajuda a distinguir reentrada de flutter/taquicardia atrial.
Tratamento: Manobra vagal (Valsalva modificada) → adenosina; monitorizar com ECG contínuo.
Alerta: Adenosina pode desmascarar flutter atrial (ondas F).
Pegadinhas:
- Registrar ECG durante a adenosina (diagnóstico).
- Valsalva modificada aumenta a eficácia.
- Avisar o paciente da sensação transitória desagradável.
WPW / Pré-Excitação
Passo-chave: Onda delta → evitar bloqueador do nó na FA pré-excitada
Fisiopatologia: Uma via acessória conduz de forma anterógrada (onda delta); na fibrilação atrial pré-excitada, pode conduzir muito rápido aos ventrículos.
Diagnóstico: ECG basal com PR curto + onda delta (WPW). Taquicardias por reentrada ou FA pré-excitada.
Tratamento: FA pré-excitada instável → cardioversão; estável → antiarrítmico que age na via (evitar adenosina/bloqueador do nó); ablação da via.
Alerta: FA com pré-excitação: evitar bloqueadores do nó AV (risco de FV).
Pegadinhas:
- Bloquear o nó na FA pré-excitada pode degenerar em FV.
- QRS largo irregular bizarro = pensar FA pré-excitada.
- Ablação da via acessória é curativa.