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- Crise HipertensivaPA muito elevada — buscar lesão de órgão
- Crise HipertensivaPA muito elevada — buscar lesão de órgão
Crise Hipertensiva PA muito elevada — buscar lesão de órgão
Emergência vs Urgência Procurar lesão aguda de órgão-alvo
Como decidir: Com lesão aguda = emergência (EV, controlada). Sem lesão = urgência/não controlada (VO).
• PA muito elevada + LESÃO AGUDA de órgão-alvo (encefalopatia, AVC, EAP, SCA, dissecção, IRA, eclâmpsia) → Emergência hipertensiva (Sem lesão aguda de órgão-alvo não é emergência, ainda que a PA esteja muito alta)
• PA muito elevada SEM lesão aguda de órgão-alvo, mas com sintomas/risco → Urgência hipertensiva (Lesão aguda de órgão-alvo eleva para emergência)
• PA elevada ASSINTOMÁTICA, sem lesão de órgão-alvo, achado de consultório → Hipertensão não controlada (pseudocrise) (Sintomas/lesão de órgão mudam a classificação)
• Cenário específico que muda o alvo: dissecção de aorta, AVC, eclâmpsia → Emergência com meta própria (Aplicar a meta genérica de redução nesses casos pode ser deletério)
• Pesquisa de lesão de órgão-alvo: Exame neurológico, fundo de olho, ECG/troponina, creatinina/EAS, RX/eco (dissecção) — é o que separa emergência de urgência (não é o número da PA)
• Meta de redução: Emergência: reduzir ~10-20% na 1ª hora (parenteral titulável); NÃO normalizar rápido (risco de isquemia). Urgência: reduzir em horas-dias por VO
• Cenários com meta própria: Dissecção: PA sistólica ~100-120 e FC <60 rápido (betabloqueio antes do vasodilatador); AVC isquêmico: não baixar agressivamente; eclâmpsia: sulfato de magnésio + anti-hipertensivo
Emergência Hipertensiva
Passo-chave: Lesão aguda de órgão → EV controlada
Fisiopatologia: A PA muito elevada está causando lesão aguda e progressiva de órgão-alvo (cérebro, coração, aorta, rim, retina); exige redução controlada para interromper o dano sem hipoperfundir.
Diagnóstico: PA muito alta + evidência de lesão aguda (encefalopatia, AVC, EAP, SCA, dissecção, IRA, retinopatia grau III-IV, eclâmpsia).
Tratamento: Anti-hipertensivo parenteral titulável (nitroprussiato, nitroglicerina, esmolol, conforme o quadro) em ambiente monitorizado; meta de redução gradual.
Alerta: Reduzir de forma controlada (~10-20% na 1ª hora); normalizar depressa causa isquemia.
Pegadinhas:
- A lesão de órgão-alvo (não o valor da PA) define a emergência.
- Nitroprussiato: cuidado com cianeto em uso prolongado/gestante.
- Cada emergência tem o agente e a meta mais adequados.
Urgência Hipertensiva
Passo-chave: PA alta sem lesão → VO em horas-dias
Fisiopatologia: PA muito elevada com risco, porém sem lesão aguda de órgão-alvo — não há benefício em reduzir abruptamente.
Diagnóstico: PA muito alta + sintomas inespecíficos, SEM evidência de lesão aguda de órgão.
Tratamento: Reiniciar/ajustar anti-hipertensivo oral; redução gradual em horas a dias; seguimento ambulatorial próximo.
Alerta: Não baixar a PA rápido com medicação EV/sublingual de resgate.
Pegadinhas:
- Nifedipino sublingual de resgate é proscrito (quedas abruptas/isquemia).
- Reavaliar adesão e causas de descontrole.
- Ambiente calmo e analgesia já reduzem a PA em muitos casos.
HAS Não Controlada (Pseudocrise)
Passo-chave: PA alta assintomática → ajuste ambulatorial
Fisiopatologia: Elevação da PA assintomática, sem lesão de órgão — não constitui crise; tratá-la agudamente traz mais risco que benefício.
Diagnóstico: PA elevada como achado, sem sintomas nem lesão de órgão-alvo.
Tratamento: Otimizar o tratamento crônico e o seguimento; evitar intervenções agudas.
Alerta: Não 'tratar o número' no pronto-socorro.
Pegadinhas:
- A maioria das 'crises' do PS é HAS não controlada.
- Dor/ansiedade elevam a PA — tratar a causa.
- Encaminhamento e adesão resolvem mais que a dose de resgate.
Cenários com Meta Própria
Passo-chave: Dissecção / AVC / eclâmpsia
Fisiopatologia: Algumas emergências exigem metas e agentes particulares pela fisiopatologia (estresse de parede na dissecção, penumbra no AVC, vasoespasmo/convulsão na eclâmpsia).
Diagnóstico: Emergência hipertensiva + diagnóstico específico (dissecção de aorta, AVC isquêmico/hemorrágico, eclâmpsia).
Tratamento: Dissecção: betabloqueio (FC<60) antes do vasodilatador, PAS ~100-120. AVC isquêmico: tolerar PA mais alta (limiares específicos). Eclâmpsia: sulfato de magnésio + anti-hipertensivo + resolução da gestação.
Alerta: Aqui a meta genérica não se aplica — cada cenário tem alvo específico.
Pegadinhas:
- Dissecção: reduzir FC antes da PA (evitar taquicardia reflexa).
- No AVC isquêmico, baixar demais piora a penumbra.
- Eclâmpsia: o sulfato de magnésio previne convulsão, não baixa a PA.