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  • Sopro CardíacoTempo + foco + irradiação + manobras

Sopro Cardíaco Tempo + foco + irradiação + manobras

Sistólico vs Diastólico Tempo no ciclo + foco + manobras dinâmicas

Como decidir: Diastólico é quase sempre patológico. Manobras separam CMH (↑ Valsalva) das demais.

• Sopro sistólico de ejeção (crescendo-decrescendo) em foco aórtico + irradiação para carótidas + B2 reduzida → Estenose aórtica (Holossistólico em ápice com irradiação axilar aponta insuficiência mitral)

• Sopro holossistólico em foco mitral + irradiação para axila → Insuficiência mitral (Sopro de ejeção que irradia para carótidas aponta estenose aórtica)

• Sopro diastólico aspirativo (decrescendo) em foco aórtico + pulso amplo/divergente → Insuficiência aórtica (Ruflar diastólico em ápice aponta estenose mitral)

• Ruflar diastólico em ápice + estalido de abertura + reforço pré-sistólico → Estenose mitral (Sopro decrescendo precoce aponta insuficiência aórtica)

• Sopro sistólico que AUMENTA com Valsalva / ao ficar de pé (reduz pré-carga) → Cardiomiopatia hipertrófica / prolapso mitral (A maioria dos sopros DIMINUI quando a pré-carga cai — comportamento oposto)

• Tempo + foco + irradiação: Sistólico/diastólico × foco (aórtico/mitral) × irradiação (carótida/axila) localiza a lesão

• Manobras dinâmicas: Valsalva/de pé reduzem a pré-carga: CMH AUMENTA, os demais diminuem; handgrip (↑ pós-carga) aumenta IM/IAo

• Ecocardiograma + sinais de gravidade: Confirma e quantifica; síncope/angina/dispneia ao esforço com sopro de ejeção = estenose aórtica grave até prova em contrário

Estenose Aórtica

Passo-chave: Ejeção + carótidas + B2↓; tríade ao esforço

Fisiopatologia: Obstrução fixa à ejeção do VE gera hipertrofia e, quando grave, sintomas ao esforço (angina, síncope, dispneia) por incapacidade de aumentar o débito.

Diagnóstico: Sopro mesossistólico de ejeção em foco aórtico irradiado às carótidas + pulso parvus et tardus + B2 hipofonética. Eco: gradiente médio >40 mmHg, área <1 cm².

Tratamento: Troca valvar (cirúrgica ou TAVI) quando sintomática/grave. Evitar vasodilatadores/depleção de volume.

Alerta: Síncope, angina ou dispneia ao esforço = grave; risco com vasodilatadores.

Pegadinhas:

  • Síncope ao esforço é bandeira vermelha.
  • Cuidado com nitrato/vasodilatador (queda do débito).
  • Diferenciar de CMH pela resposta às manobras.

Insuficiência Mitral

Passo-chave: Holossistólico em ápice → axila

Fisiopatologia: Refluxo sistólico do VE para o átrio esquerdo sobrecarrega o AE e, cronicamente, dilata o VE; aguda, causa edema pulmonar abrupto.

Diagnóstico: Sopro holossistólico em ápice irradiado à axila. Eco quantifica e define o mecanismo (prolapso, isquêmica, reumática).

Tratamento: Crônica grave sintomática: cirurgia (plastia preferível). Aguda: estabilizar + cirurgia. Tratamento da causa.

Alerta: IM aguda (ruptura de cordoalha/IAM) causa EAP súbito.

Pegadinhas:

  • IM aguda pode ter sopro discreto mas EAP intenso.
  • Plastia é preferível à troca quando viável.
  • Isquêmica por disfunção/ruptura de músculo papilar.

Insuficiência Aórtica

Passo-chave: Diastólico decrescendo + pulso amplo

Fisiopatologia: Refluxo diastólico da aorta para o VE gera sobrecarga de volume; crônica dilata o VE, aguda causa colapso hemodinâmico.

Diagnóstico: Sopro diastólico aspirativo em foco aórtico + pressão de pulso ampla (sinais periféricos). Eco define gravidade e causa.

Tratamento: Crônica grave sintomática ou com disfunção do VE: cirurgia. Aguda: cirurgia de urgência.

Alerta: IAo aguda (dissecção, endocardite) é emergência cirúrgica.

Pegadinhas:

  • Aguda por dissecção/endocardite não dá tempo de dilatar — quadro dramático.
  • Sinais periféricos clássicos (Musset, Quincke).
  • Vasodilatador ajuda na crônica.

Estenose Mitral

Passo-chave: Ruflar diastólico + estalido (reumática)

Fisiopatologia: Obstrução ao enchimento do VE eleva a pressão atrial esquerda → congestão pulmonar e FA; quase sempre de etiologia reumática.

Diagnóstico: Ruflar diastólico em ápice com estalido de abertura e reforço pré-sistólico. Eco mede a área valvar.

Tratamento: Controle de FC, anticoagulação se FA. Valvoplastia por balão ou cirurgia conforme anatomia/sintomas.

Alerta: FA + estenose mitral = alto risco embólico → anticoagular.

Pegadinhas:

  • Causa reumática é a regra.
  • FA é frequente e muito embolígena.
  • Piora na gravidez (aumento do débito).

Cardiomiopatia Hipertrófica

Passo-chave: Sopro que ↑ com Valsalva

Fisiopatologia: Hipertrofia septal assimétrica gera obstrução dinâmica da via de saída do VE, que piora quando a pré-carga/pós-carga caem.

Diagnóstico: Sopro sistólico que AUMENTA com Valsalva/ortostatismo e DIMINUI com agachamento/handgrip. Eco mostra hipertrofia e gradiente dinâmico.

Tratamento: Betabloqueador; evitar vasodilatadores e depleção de volume. Avaliar risco de morte súbita (CDI).

Alerta: Causa de morte súbita no jovem/atleta; evitar depleção de volume.

Pegadinhas:

  • Comportamento OPOSTO ao da estenose aórtica nas manobras.
  • Morte súbita no atleta jovem.
  • Nitrato e diurético pioram a obstrução.