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- Troponina ElevadaLesão de miócito ≠ infarto
- Troponina ElevadaLesão de miócito ≠ infarto
Troponina Elevada Lesão de miócito ≠ infarto
O que a elevação significa? Curva (delta) + isquemia + mecanismo
Como decidir: Tipo 1 (ruptura de placa) · tipo 2 (oferta/demanda) · lesão não isquêmica · crônica (DRC).
• Troponina com curva (subida/queda) + isquemia (dor típica, alterações de ECG, imagem) por mecanismo de ruptura/erosão de placa → Infarto agudo do miocárdio tipo 1 (Ausência de isquemia clínica aponta lesão não isquêmica)
• Troponina com curva + desequilíbrio oferta/demanda (taquiarritmia, anemia grave, sepse, hipotensão, crise hipertensiva) → Infarto tipo 2 (isquemia sem ruptura de placa) (Ruptura de placa com trombo aponta tipo 1)
• Troponina elevada com pouca/nenhuma variação + causa não isquêmica (IC, miocardite, TEP, sepse, contusão) → Lesão miocárdica não isquêmica (não é IAM) (Curva dinâmica + isquemia apontam IAM)
• Troponina cronicamente elevada e ESTÁVEL (doença renal crônica, cardiopatia estrutural) sem variação → Lesão miocárdica crônica (Variação aguda significativa aponta evento agudo)
• Troponina é específica de miócito, não de mecanismo: Indica lesão miocárdica; o mecanismo (isquêmico vs não) vem do contexto, não do valor isolado
• Exigir uma curva (delta): Variação significativa entre dosagens seriadas distingue evento agudo de elevação crônica/estável
• IAM tipo 1 vs tipo 2 vs lesão: Tipo 1 (ruptura de placa) vs tipo 2 (oferta/demanda) vs lesão não isquêmica — o tratamento difere completamente
IAM Tipo 1
Passo-chave: Curva + isquemia por ruptura de placa
Fisiopatologia: Ruptura/erosão de placa aterosclerótica com trombose coronariana causa isquemia e necrose.
Diagnóstico: Troponina dinâmica + isquemia (clínica/ECG/imagem). Conecta-se ao framework de dor torácica/SCA.
Tratamento: Manejo de síndrome coronariana (antitrombótico + reperfusão conforme STEMI/NSTEMI).
Alerta: É o infarto 'clássico' — ativar a via de síndrome coronariana.
Pegadinhas:
- Curva + sintomas + ECG definem o IAM.
- STEMI: reperfusão imediata.
- Ver framework de dor torácica.
IAM Tipo 2
Passo-chave: Oferta/demanda (taquicardia, anemia, sepse)
Fisiopatologia: Isquemia por desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio, sem ruptura de placa (taquiarritmia, anemia, sepse, hipotensão, crise hipertensiva).
Diagnóstico: Troponina dinâmica + isquemia no contexto de um estressor, sem evidência de trombose aguda de placa.
Tratamento: Corrigir o fator precipitante (frequência, anemia, sepse, PA); avaliar doença coronariana subjacente eletivamente.
Alerta: Tratar o fator desencadeante, não necessariamente cateterizar.
Pegadinhas:
- O alvo é o estressor (ex.: controlar a taquicardia).
- Nem todo tipo 2 precisa de cateterismo urgente.
- Diferenciar do tipo 1 muda toda a conduta.
Lesão Não Isquêmica
Passo-chave: IC, miocardite, TEP, sepse
Fisiopatologia: Lesão miocárdica por mecanismos não isquêmicos (estiramento na IC, inflamação na miocardite, sobrecarga de VD no TEP, toxicidade na sepse).
Diagnóstico: Troponina elevada (pouca variação) + quadro não isquêmico. Buscar a causa (eco, D-dímero/AngioTC, etc.).
Tratamento: Tratar a doença de base; não aplicar protocolo de SCA indiscriminadamente.
Alerta: Miocardite e TEP elevam troponina sem doença coronariana obstrutiva.
Pegadinhas:
- TEP eleva troponina (sobrecarga de VD).
- Miocardite mimetiza IAM (cateterismo 'limpo').
- Não rotular toda troponina alta como infarto.
Lesão Crônica (DRC)
Passo-chave: Elevada e estável, sem variação
Fisiopatologia: Cardiopatia estrutural e doença renal crônica mantêm troponina cronicamente elevada por liberação/depuração alteradas.
Diagnóstico: Troponina elevada, porém ESTÁVEL ao longo do tempo, sem curva aguda nem isquemia.
Tratamento: Sem tratamento agudo específico; valorizar a tendência, não o valor absoluto.
Alerta: Comparar com valores prévios evita diagnóstico falso de infarto.
Pegadinhas:
- DRC tem troponina basal mais alta.
- O delta (variação) importa mais que o valor único.
- Buscar dosagens anteriores para comparação.