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  • PneumotóraxInstável primeiro; depois o tipo

Pneumotórax Instável primeiro; depois o tipo

Hipertensivo? Qual o tipo? Estabilidade + mecanismo + doença pulmonar de base

Como decidir: Hipertensivo = descomprimir já. Senão: primário vs secundário (DPOC) vs traumático/iatrogênico.

• Dispneia + hipotensão + desvio de traqueia + turgência jugular + hipertimpanismo/MV abolido unilateral → Pneumotórax hipertensivo (EMERGÊNCIA — descomprimir antes do RX) (Estabilidade hemodinâmica afasta a forma hipertensiva)

• Dor pleurítica súbita + dispneia em jovem alto, magro, tabagista, SEM doença pulmonar conhecida → Pneumotórax espontâneo primário (Doença pulmonar de base (DPOC, fibrose) aponta secundário)

• Pneumotórax em paciente com doença pulmonar de base (DPOC, fibrose, infecção) → Pneumotórax espontâneo secundário (mais grave) (Pulmão previamente normal aponta primário)

• Pneumotórax após trauma torácico ou procedimento (punção, ventilação, acesso central) → Pneumotórax traumático/iatrogênico (Sem trauma/procedimento aponta espontâneo)

• Avaliar instabilidade primeiro: Hipertensivo é diagnóstico CLÍNICO; na instabilidade, descomprimir imediatamente sem esperar imagem

• Confirmar e dimensionar (estável): RX/USG (USG é sensível); estimar o tamanho e os sintomas para decidir a conduta

• Tipo + doença de base → conduta: Pequeno/assintomático primário: O2 + observação/aspiração; secundário ou grande/sintomático: dreno torácico

Pneumotórax Hipertensivo

Passo-chave: Instável → descomprimir já

Fisiopatologia: Mecanismo valvular acumula ar sob pressão, colaba o pulmão, desvia o mediastino e reduz o retorno venoso → choque obstrutivo.

Diagnóstico: Clínico: instabilidade + desvio de traqueia + turgência jugular + hipertimpanismo + MV abolido.

Tratamento: Descompressão imediata (toracocentese de alívio/toracostomia) seguida de drenagem torácica.

Alerta: Não esperar radiografia: descompressão imediata (agulha/dedo) + dreno.

Pegadinhas:

  • Diagnóstico é clínico — radiografia atrasa e mata.
  • Hipotensão + jugulares cheias + tórax silencioso de um lado.
  • Após a agulha, sempre colocar dreno.

Espontâneo Primário

Passo-chave: Jovem magro tabagista, pulmão normal

Fisiopatologia: Rotura de blebs subpleurais em indivíduos sem doença pulmonar conhecida (típico no jovem alto e magro).

Diagnóstico: Dor pleurítica súbita + dispneia + RX/USG. Pulmão de base normal.

Tratamento: Pequeno/assintomático: O2 + observação ou aspiração; maior/sintomático: dreno. Avaliar prevenção de recorrência.

Alerta: Cessação do tabagismo reduz a recorrência.

Pegadinhas:

  • Tabagismo aumenta risco e recorrência.
  • Oxigênio acelera a reabsorção do ar.
  • Recorrência justifica pleurodese/cirurgia.

Espontâneo Secundário

Passo-chave: Doença pulmonar de base → dreno

Fisiopatologia: Ocorre sobre doença pulmonar prévia (DPOC, fibrose, infecção), com pior tolerância clínica.

Diagnóstico: Pneumotórax + doença pulmonar de base conhecida. RX/TC ajudam.

Tratamento: Geralmente drenagem torácica + tratar a doença de base; internação.

Alerta: Mais grave: reserva pulmonar reduzida, baixa tolerância.

Pegadinhas:

  • Mesmo pneumotórax pequeno pode descompensar no DPOC.
  • Costuma exigir dreno (vs alguns primários).
  • Maior risco de recorrência e complicações.

Traumático / Iatrogênico

Passo-chave: Pós-trauma ou procedimento

Fisiopatologia: Lesão da pleura por trauma (fechado/penetrante) ou procedimento (punção, acesso central, ventilação com pressão).

Diagnóstico: Contexto de trauma/procedimento + achados clínicos/imagem. Pode haver hemopneumotórax.

Tratamento: Drenagem torácica conforme tamanho/sintomas; tratar lesões associadas.

Alerta: Vigiar pneumotórax após acesso central/ventilação/punção.

Pegadinhas:

  • Ventilação mecânica pode converter em hipertensivo.
  • Hemopneumotórax no trauma exige dreno.
  • Vigilância pós-procedimento de risco.