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- Insuficiência CardíacaBaixo débito e/ou congestão
- ICFEr (< 40%)Disfunção sistólicaIECA/ARNI+BB+ARM+SGLT2i
- ICFEp (≥ 50%)Disfunção diastólicaControle de FR + SGLT2i
- Insuficiência CardíacaBaixo débito e/ou congestão
- ICFEr (< 40%)Disfunção sistólicaIECA/ARNI+BB+ARM+SGLT2i
- ICFEp (≥ 50%)Disfunção diastólicaControle de FR + SGLT2i
Insuficiência Cardíaca Baixo débito e/ou congestão
Fração de Ejeção Eco transtorácico
Como decidir: ICFEr < 40% · ICFEi 40-49% · ICFEp ≥ 50%
• FE < 40% no eco → ICFEr (disfunção sistólica) (Recebe terapia modificadora de mortalidade)
• FE ≥ 50% + sinais de congestão + E/e' alto → ICFEp (disfunção diastólica) (BNP pode ser só levemente elevado)
• Acinesia/discinesia segmentar + doença coronária → Cardiomiopatia isquêmica (Disfunção segmentar (vs global na dilatada))
• VE dilatado + disfunção GLOBAL sem coronariopatia → Cardiomiopatia dilatada (Álcool/viral/familiar; global, não segmentar)
• Espessamento biventricular + baixa voltagem no ECG → Infiltrativa (amiloide) (HVE ao eco MAS baixa voltagem no ECG é a pista)
• Ecocardiograma: Define a FE (a bifurcação ICFEr/ICFEp) e o mecanismo (segmentar vs global vs infiltrativo)
• BNP/NT-proBNP: Confirma origem cardíaca da dispneia; pode ser pouco elevado na ICFEp
• Cintigrafia Tc-99m / RM: Amiloidose ATTR: cintigrafia positiva fecha sem biópsia
ICFEr (< 40%) Disfunção sistólica
Cardiomiopatia Isquêmica
Passo-chave: Coronariografia + viabilidade
Fisiopatologia: Doença coronária → miocárdio hibernado/cicatriz → disfunção sistólica.
Diagnóstico: Acinesia segmentar no eco; coronariografia define a anatomia.
Tratamento: Terapia da ICFEr + revascularização se miocárdio viável.
Alerta: Avaliar viabilidade antes de revascularizar.
Pegadinhas:
- Causa mais comum de ICFEr.
- Miocárdio hibernado recupera com revascularização.
- Acinesia segmentar aponta isquemia (vs. global na dilatada).
Cardiomiopatia Dilatada
Passo-chave: Eco + RM + genética se < 50 anos
Fisiopatologia: Dilatação e disfunção global do VE sem doença coronária (familiar, alcoólica, viral).
Diagnóstico: VE dilatado, FE ↓ difusa; RM e genética em casos selecionados.
Tratamento: Terapia da ICFEr; TRC se BRE + QRS > 150 + FE < 35%.
Alerta: Álcool: pode reverter com abstinência.
Pegadinhas:
- Cardiomiopatia alcoólica reverte com abstinência.
- Disfunção global (não segmentar) sugere não-isquêmica.
- Rastrear familiares de 1º grau.
Miocardite
Passo-chave: RM cardíaca + biópsia se grave
Fisiopatologia: Inflamação do miocárdio (geralmente viral) → disfunção aguda.
Diagnóstico: Jovem, pós-viral, troponina alta + FE ↓ aguda; RM com realce não-isquêmico.
Tratamento: Suporte; fulminante pode precisar de ECMO. Imunossupressão em casos específicos.
Alerta: Fulminante: suporte circulatório (ECMO).
Pegadinhas:
- Fulminante tem boa recuperação se sobreviver à fase aguda — vale o suporte agressivo.
- Pode mimetizar IAM (dor + tropo + ECG).
- RM diferencia de isquemia.
ICFEp (≥ 50%) Disfunção diastólica
HAS / Hipertrofia ConcÊntrica
Passo-chave: Eco Doppler + controle da PA
Fisiopatologia: HVE por HAS crônica → relaxamento prejudicado → congestão com FE preservada.
Diagnóstico: HVE concêntrica no eco, E/e' > 14; BNP às vezes só levemente alto.
Tratamento: Controle rígido da PA + diurético para congestão + SGLT2i.
Alerta: SGLT2i reduz hospitalização na ICFEp.
Pegadinhas:
- BNP pode ser pouco elevado na ICFEp.
- Tratar a HAS é a base.
- Excluir infiltrativa (amiloide) que mimetiza HVE.
Cardiomiopatia Infiltrativa
Passo-chave: RM + cintigrafia (amiloide ATTR)
Fisiopatologia: Depósito (amiloide, sarcoide, ferro) enrijece o miocárdio → padrão restritivo.
Diagnóstico: Espessamento biventricular com baixa voltagem no ECG; RM e cintigrafia com Tc-99m (ATTR).
Tratamento: Amiloidose ATTR: tafamidis. Sarcoidose: corticóide. Hemocromatose: quelação.
Alerta: Amiloidose ATTR: tafamidis reduz mortalidade.
Pegadinhas:
- HVE ao eco + baixa voltagem no ECG = pensar amiloide.
- Cintigrafia óssea positiva fecha ATTR sem biópsia.
- Sensibilidade aumentada a digoxínico na amiloidose.