Toque nos quadros para ver o passo-chave, a fisiopatologia, o diagnóstico, o tratamento e os pontos de atenção. No fluxograma, arraste para os lados para ver os outros ramos.
- ConvulsãoDescarga neuronal paroxÍstica
- Status EpilepticusEscalada terapêuticaBDZ → anticonvulsivante → anestesia
- Primeira CriseInvestigação completaTC + glicemia + EEG + RM
- Epilepsia ConhecidaPor que descontrolou?Nível sérico do fármaco
- ConvulsãoDescarga neuronal paroxÍstica
- Status EpilepticusEscalada terapêuticaBDZ → anticonvulsivante → anestesia
- Primeira CriseInvestigação completaTC + glicemia + EEG + RM
- Epilepsia ConhecidaPor que descontrolou?Nível sérico do fármaco
Convulsão Descarga neuronal paroxÍstica
Status Epilepticus? > 5 min ou sem recuperação
Como decidir: SE é emergência — escalada cronometrada
• Crise > 5 min OU sem recuperação entre crises → Status epilepticus (emergência) (BDZ IV imediato — escalada cronometrada)
• 1ª crise + causa metabólica/estrutural aguda (hipoglicemia, Na, AVC, abstinência) → Crise provocada (Tratar a CAUSA; não é epilepsia)
• 1ª crise sem gatilho agudo → Crise não-provocada (RM + EEG; risco de recorrência ~40-50%)
• Epilepsia conhecida + nível sérico baixo do fármaco → Não-adesão (Causa mais comum de descontrole)
• Tempo de crise: > 5 min = status epilepticus → tratar já (não esperar parar sozinha)
• Glicemia capilar + tiamina: Hipoglicemia é causa reversível; tiamina ANTES da glicose no etilista (Wernicke)
• Escalada terapêutica: BDZ (0-5min) → fenitoína/valproato/levetiracetam (5-20min) → anestesia+IOT (refratário)
Status Epilepticus Escalada terapêutica
Fase 1 (0-5 min): BDZ
Passo-chave: Lorazepam IV ou midazolam IM
Fisiopatologia: Atividade elétrica sustentada; BDZ potencializa o GABA.
Diagnóstico: Crise em curso; checar glicemia.
Tratamento: Lorazepam 0,1 mg/kg IV (ou midazolam IM).
Alerta: Tiamina antes da glicose se etilismo.
Pegadinhas:
- Subdosar/atrasar o BDZ é a falha mais comum.
- Glicemia capilar imediata.
- Tiamina antes de glicose no etilista.
Fase 2 (5-20 min): Anticonvulsivante
Passo-chave: Fenitoína, valproato ou levetiracetam IV
Fisiopatologia: Mantém o controle após o BDZ.
Diagnóstico: Persistência da crise.
Tratamento: Valproato/levetiracetam EV (alternativas seguras).
Alerta: Fenitoína: monitorar ECG.
Pegadinhas:
- Levetiracetam tem menos interações.
- Fenitoína pode causar hipotensão/arritmia.
- Dose de ataque adequada é essencial.
Fase 3 (> 30 min): Anestesia
Passo-chave: Midazolam/propofol + IOT + EEG contínuo
Fisiopatologia: Status refratário exige supressão anestésica.
Diagnóstico: Falha das fases anteriores.
Tratamento: Infusão de midazolam/propofol sob IOT.
Alerta: UTI com EEG contínuo (burst-suppression).
Pegadinhas:
- Intubação obrigatória.
- EEG contínuo guia a profundidade.
- Refratário prolongado: opções de centro especializado.
Primeira Crise Investigação completa
Crise Provocada
Passo-chave: Tratar a CAUSA
Fisiopatologia: Causa metábolica/estrutural aguda dispara a crise.
Diagnóstico: Hipoglicemia, distúrbio de Na/Ca, AVC, abstinência.
Tratamento: Corrigir a causa; anticonvulsivante não de rotina.
Alerta: Abstinência alcoólica: tiamina antes da glicose.
Pegadinhas:
- Crise única provocada não é epilepsia.
- Wernicke: tiamina antes da glicose.
- Corrigir eletrólitos resolve.
Crise Não-Provocada
Passo-chave: RM + EEG + laboratório
Fisiopatologia: Predisposição estrutural/idiopática sem gatilho agudo.
Diagnóstico: RM e EEG buscam substrato.
Tratamento: Iniciar anticonvulsivante conforme risco.
Alerta: Risco de recorrência 40-50%.
Pegadinhas:
- EEG/RM normais: recorrência ~30%.
- Decidir tratar com a neurologia.
- Orientações de segurança (direção).
Epilepsia Conhecida Por que descontrolou?
Não-Adesão
Passo-chave: Nível sérico + anamnese
Fisiopatologia: Nível subterapêutico por omissão de doses.
Diagnóstico: Nível sérico baixo.
Tratamento: Reintroduzir e educar.
Alerta: Retirada abrupta de BDZ/barbitúrico = SE.
Pegadinhas:
- Causa mais comum de descontrole.
- Nunca retirar anticonvulsivante abruptamente.
- Educar sobre adesÃo.
Fator Precipitante
Passo-chave: Identificar e evitar o gatilho
Fisiopatologia: Gatilho reduz o limiar convulsivo em paciente predisposto.
Diagnóstico: Privação de sono, álcool, febre, estímulo luminoso.
Tratamento: Higiene do sono; evitar gatilhos.
Alerta: Privação de sono é o mais comum.
Pegadinhas:
- Sono é o gatilho mais prevenível.
- Álcool e sua retirada.
- Ajustar dose se necessário.