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  • SepseInfecção + disfunção orgânica

Sepse Infecção + disfunção orgânica

Sepse vs Choque; o que fazer já Disfunção orgânica + perfusão + foco

Como decidir: Disfunção orgânica = sepse; hipotensão + vasopressor + lactato>2 = choque. Bundle na 1ª hora.

• Infecção suspeita/confirmada + disfunção orgânica nova (hipotensão, confusão, taquipneia — qSOFA/SOFA) → Sepse (Infecção sem disfunção orgânica é infecção não complicada, não sepse)

• Sepse + hipotensão que requer vasopressor para PAM ≥65 + lactato >2 apesar de volume adequado → Choque séptico (Hipotensão que corrige só com volume não preenche o critério de choque)

• Sinais de má perfusão (lactato alto, oligúria, livedo, tempo de enchimento capilar lento) → Gravidade — priorizar ressuscitação (Perfusão preservada sugere quadro menos grave)

• Foco identificável (pulmão, urinário, abdome, pele/partes moles, cateter, SNC) → Direcionar ATB + controle do foco (Sem foco aparente, ampliar a investigação sem atrasar o ATB empírico)

• Reconhecimento precoce (qSOFA/SOFA): À beira-leito: hipotensão (PAS ≤100), alteração mental, taquipneia (≥22) levantam sepse e disparam o protocolo

• Bundle da 1ª hora: Coletar culturas ANTES do ATB, antibiótico de amplo espectro precoce, dosar lactato, cristaloide 30 mL/kg na hipotensão/lactato alto, vasopressor se hipotensão persistente

• Controle do foco + reavaliação: Drenar/remover o foco (abscesso, cateter, obstrução); reavaliar perfusão e clarear lactato; noradrenalina é o vasopressor de escolha

Sepse

Passo-chave: Infecção + disfunção orgânica

Fisiopatologia: A resposta desregulada do hospedeiro à infecção causa disfunção de órgãos (cardiovascular, renal, hepática, neurológica, hematológica) por lesão endotelial e microcirculatória.

Diagnóstico: Infecção + aumento agudo do SOFA (ou qSOFA positivo à triagem). Lactato e exames de função orgânica medem a gravidade.

Tratamento: Bundle da 1ª hora (culturas, ATB de amplo espectro, lactato, cristaloide se hipoperfusão). Buscar e controlar o foco.

Alerta: Não esperar o choque: a disfunção orgânica já é sepse e exige ação imediata.

Pegadinhas:

  • qSOFA é triagem, não definição (a definição usa SOFA).
  • Antibiótico precoce salva vidas — cada hora conta.
  • Reavaliar perfusão é tão importante quanto a PA.

Choque Séptico

Passo-chave: Vasopressor + lactato>2 apesar de volume

Fisiopatologia: Subgrupo da sepse com falência circulatória e metabólica: vasodilatação e disfunção celular profundas, com alta mortalidade.

Diagnóstico: Sepse + necessidade de vasopressor para PAM ≥65 + lactato >2 mmol/L apesar de ressuscitação volêmica adequada.

Tratamento: Noradrenalina (1ª escolha) + continuar ATB e controle do foco; reavaliar volume; considerar corticoide em choque refratário.

Alerta: Iniciar noradrenalina precocemente se hipotensão não responde a volume.

Pegadinhas:

  • Noradrenalina é o vasopressor inicial de escolha.
  • Não atrasar o vasopressor 'esperando' mais volume no hipotenso grave.
  • Lactato seriado guia a resposta.

Ressuscitação Inicial

Passo-chave: Cristaloide + lactato + reavaliar

Fisiopatologia: A restauração precoce da perfusão tecidual limita a progressão da disfunção orgânica.

Diagnóstico: Guiada por metas dinâmicas de perfusão (lactato, diurese, PAM, enchimento capilar), não por um número fixo.

Tratamento: Cristaloide (SF 0,9% ou Ringer lactato) ~30 mL/kg na hipoperfusão; vasopressor se hipotensão persistente; reavaliar responsividade a volume.

Alerta: Reavaliar a resposta a volume — evitar tanto a hipoperfusão quanto a sobrecarga.

Pegadinhas:

  • Ringer lactato evita a acidose hiperclorêmica do excesso de SF.
  • Avaliar fluido-responsividade (não infundir indefinidamente).
  • Clearance de lactato é marcador de resposta.

Controle do Foco

Passo-chave: Drenar/remover a fonte

Fisiopatologia: A erradicação da fonte (abscesso, tecido necrótico, cateter, obstrução) é indispensável para a resolução da sepse.

Diagnóstico: Identificar o foco por exame e imagem dirigida (TC/USG conforme suspeita).

Tratamento: Drenagem/desbridamento/remoção do cateter/desobstrução o quanto antes, junto ao ATB.

Alerta: Antibiótico não substitui a drenagem do foco controlável.

Pegadinhas:

  • Fasceíte necrosante exige desbridamento cirúrgico urgente.
  • Cateter infectado deve ser removido.
  • Colangite/pielonefrite obstruída precisa de desobstrução.