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  • EndocarditeInfecção do endocárdio valvar
      • Válvula EsquerdaMitral/AórticaETE
      • Válvula DireitaTricúspide (UDVIE)ETT
      • Cultura NegativaGermes fastidiososSorologias + PCR

Endocardite Infecção do endocárdio valvar

Critérios de Duke Hemoculturas + ecocardiograma

Como decidir: Definitivo: 2 maiores OU 1 maior + 3 menores OU 5 menores

• Hemoculturas persistentemente positivas + vegetação no eco (2 critérios maiores de Duke) → EI definitiva (Duke: 2 maiores OU 1 maior+3 menores OU 5 menores)

• Válvula esquerda (mitral/aórtica) + S. viridans/aureus → EI esquerda (S. bovis: investigar neoplasia de cólon)

• Válvula tricúspide + usuário de droga EV + êmbolos pulmonares sépticos → EI direita (UDVIE) (ETT costuma bastar; raramente cirurgia)

• Cultura negativa + germe fastidioso (HACEK, Coxiella, Bartonella) → EI cultura-negativa (ATB prévio é causa comum; sorologias)

• Critérios de Duke: Combinam achados microbiológicos (hemocultura) e de imagem (eco) — definem provável vs definitiva

• Hemoculturas ANTES do ATB: Colher múltiplas amostras antes; ATB prévio negativa a cultura

• Ecocardiograma (ETT→ETE): ETE muito mais sensível para vegetação; toda bacteremia por S. aureus pede ETE

Válvula Esquerda Mitral/Aórtica

Streptococcus viridans / bovis

Passo-chave: Penicilina/ceftriaxona 4 sem

Fisiopatologia: Estreptococos orais/intestinais colonizam válvula previamente lesada.

Diagnóstico: Curso subagudo; HC positivas; ETE com vegetação.

Tratamento: Penicilina G ou ceftriaxona por 4 semanas.

Alerta: S. bovis: colonoscopia obrigatória.

Pegadinhas:

  • S. gallolyticus (bovis) associa-se a neoplasia de cólon.
  • Curso arrastado é típico.
  • Procedimento dental prévio é pista.

S. aureus

Passo-chave: Oxacilina/vanco 6 sem + cirurgia?

Fisiopatologia: S. aureus adere e destrói válvula rapidamente.

Diagnóstico: EI aguda com êmbolos; ETE.

Tratamento: Oxacilina (SASM) ou vancomicina (MRSA) por 6 semanas ± cirurgia.

Alerta: Bacteremia por S. aureus: sempre pensar EI.

Pegadinhas:

  • Toda bacteremia por S. aureus pede ETE.
  • Destruição valvar e êmbolos são rápidos.
  • Avaliar indicação cirúrgica precoce.

Válvula Direita Tricúspide (UDVIE)

UDVIE (drogas EV)

Passo-chave: ETT + RX tórax (êmbolos)

Fisiopatologia: Injeção venosa inocula germes na tricúspide.

Diagnóstico: Tricúspide acometida; nódulos pulmonares sépticos.

Tratamento: ATB 6 semanas; reabilitação.

Alerta: EI direita raramente precisa de cirurgia.

Pegadinhas:

  • Êmbolos sépticos pulmonares são característicos.
  • ETT costuma bastar (válvula anterior).
  • Manejo da dependÊncia faz parte.

Nosocomial / Dispositivo

Passo-chave: Retirar dispositivo + HC + ETE

Fisiopatologia: Cateter/marcapasso/válvula protética como porta de entrada.

Diagnóstico: Bacteremia após procedimento; ETE.

Tratamento: Remover o dispositivo + ATB dirigido.

Alerta: Marcapasso infectado: retirar todo o sistema.

Pegadinhas:

  • Leads de marcapasso precisam sair junto.
  • S. aureus, enterococo e Candida são comuns.
  • Investigar fonte relacionada a cuidado.

Cultura Negativa Germes fastidiosos

Grupo HACEK

Passo-chave: Cultura prolongada + ceftriaxona

Fisiopatologia: Bacilos Gram-negativos fastidiosos da orofaringe.

Diagnóstico: Crescimento lento em cultura; ETE com vegetação grande.

Tratamento: Ceftriaxona por 4 semanas.

Alerta: Vegetações grandes, êmbolos.

Pegadinhas:

  • Crescem devagar — avisar o laboratório.
  • Boa taxa de cura.
  • Risco de aneurisma micótico.

Coxiella (Febre Q)

Passo-chave: Sorologia fase I/II

Fisiopatologia: Coxiella burnetii causa EI crônica indolente.

Diagnóstico: Anti-fase I IgG muito alto; exposição a animais.

Tratamento: Doxiciclina + hidroxicloroquina prolongada.

Alerta: Tratamento prolongado (> 18 meses).

Pegadinhas:

  • Curso muito arrastado.
  • Exposição rural/animais é pista.
  • Monitorar sorologia para definir duração.