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- Incidentaloma AdrenalFuncionante? Maligno?
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Incidentaloma Adrenal Funcionante? Maligno?
As duas perguntas-chave Avaliação hormonal + fenótipo de imagem
Como decidir: Função: cortisol/metanefrinas/±aldosterona. Malignidade: tamanho + densidade (<10 HU = adenoma).
• Massa adrenal + rastreio hormonal positivo (cortisol não suprime; metanefrinas altas; aldo/renina alta se HAS) → Incidentaloma FUNCIONANTE (Cushing subclínico, feocromocitoma ou Conn) (Rastreio hormonal normal aponta massa não funcionante)
• Sintomas adrenérgicos paroxísticos (cefaleia, sudorese, palpitação) + metanefrinas elevadas → Feocromocitoma (excluir SEMPRE antes de biópsia/cirurgia) (Metanefrinas normais tornam feocromocitoma improvável)
• Massa <4 cm + homogênea + baixa densidade (<10 HU) + sem realce/lavagem típica de adenoma → Provavelmente benigna (adenoma não funcionante) (>4 cm, heterogênea ou alta densidade apontam suspeita de malignidade)
• Massa >4 cm OU bordas irregulares/heterogênea/alta densidade/crescimento rápido → Suspeita de malignidade (carcinoma adrenocortical/metástase) (Fenótipo de adenoma (<10 HU, pequeno, estável) afasta)
• É funcionante?: Rastrear cortisol (teste de supressão com dexametasona), metanefrinas (feocromocitoma) e, se HAS, relação aldosterona/renina (Conn)
• É maligna?: Tamanho + fenótipo na TC: densidade ≤10 HU e washout típico sugerem adenoma benigno; tamanho grande/heterogêneo/crescente preocupa
• Regra do feocromocitoma: NUNCA biopsiar uma massa adrenal antes de excluir feocromocitoma (risco de crise hipertensiva)
Avaliação Funcional
Passo-chave: Cortisol + metanefrinas + (aldo/renina)
Fisiopatologia: A massa pode secretar cortisol (autônomo), catecolaminas (feocromocitoma) ou aldosterona (Conn).
Diagnóstico: Teste de supressão com dexametasona (cortisol), metanefrinas plasmáticas/urinárias e — se HAS/hipoK — aldosterona/renina.
Tratamento: Conforme o hormônio em excesso (ver hiperaldosteronismo/Cushing/feocromocitoma).
Alerta: Cushing subclínico é a hiperfunção mais comum do incidentaloma.
Pegadinhas:
- Cushing subclínico aumenta risco cardiometabólico.
- Rastreio hormonal em todo incidentaloma.
- Repetir avaliação no seguimento se inicialmente negativa.
Feocromocitoma
Passo-chave: Metanefrinas → excluir antes de operar
Fisiopatologia: Tumor de células cromafins secreta catecolaminas, causando hipertensão paroxística/sustentada e risco de crise.
Diagnóstico: Metanefrinas plasmáticas/urinárias elevadas + imagem. Tríade clássica: cefaleia, sudorese, palpitações.
Tratamento: Preparo com bloqueio alfa (depois beta, se necessário) + adrenalectomia.
Alerta: Bloqueio alfa-adrenérgico ANTES da cirurgia (evitar crise).
Pegadinhas:
- Nunca biopsiar/operar sem preparo alfa.
- Pode ser parte de síndromes hereditárias.
- Metanefrinas têm boa sensibilidade.
Adenoma Benigno
Passo-chave: <4cm + <10 HU → seguir
Fisiopatologia: Adenoma não funcionante é o achado mais comum, sem repercussão hormonal nem risco oncológico relevante.
Diagnóstico: Massa pequena, homogênea, densidade ≤10 HU, sem hiperfunção.
Tratamento: Seguimento (imagem e/ou reavaliação hormonal conforme diretriz); sem cirurgia.
Alerta: Não funcionante e com fenótipo benigno: vigilância, não cirurgia.
Pegadinhas:
- Densidade ≤10 HU é típica de adenoma.
- Maioria dos incidentalomas é benigna e não funcionante.
- Seguimento conforme protocolo.
Suspeito de Malignidade
Passo-chave: >4cm / heterogêneo / crescente → ressecar
Fisiopatologia: Tamanho grande, heterogeneidade, alta densidade e crescimento elevam a probabilidade de malignidade.
Diagnóstico: Fenótipo de imagem suspeito + avaliação hormonal. Considerar metástase (história oncológica).
Tratamento: Adrenalectomia (após excluir feocromocitoma); manejo oncológico conforme histologia.
Alerta: Carcinoma adrenocortical e metástase entram no diferencial das massas grandes.
Pegadinhas:
- Excluir feocromocitoma antes de qualquer abordagem.
- Crescimento no seguimento é sinal de alarme.
- Metástase adrenal em paciente oncológico é comum.