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- Hiperaldosteronismo PrimárioRastrear → confirmar → lateralizar
- Hiperaldosteronismo PrimárioRastrear → confirmar → lateralizar
Hiperaldosteronismo Primário Rastrear → confirmar → lateralizar
Etapas do diagnóstico Rastreio + confirmação + lateralização
Como decidir: Rastrear (relação aldo/renina) → confirmar (não suprime) → lateralizar (TC + cateterismo).
• HAS resistente OU HAS com hipocalemia (espontânea ou facilmente induzida por diurético) OU incidentaloma adrenal + HAS → Indicação de rastreio (relação aldosterona/renina) (HAS leve sem fatores de risco não justifica rastreio rotineiro)
• Relação aldosterona/renina elevada → teste confirmatório com aldosterona que NÃO suprime após sobrecarga de sódio → Hiperaldosteronismo primário confirmado (Aldosterona que suprime adequadamente afasta o diagnóstico)
• Confirmado + cateterismo de veias adrenais com lateralização (+ TC com nódulo unilateral) → Adenoma produtor de aldosterona (Conn) — cirúrgico (Produção bilateral simétrica aponta hiperplasia)
• Confirmado + cateterismo SEM lateralização (produção bilateral) → Hiperplasia adrenal bilateral — tratamento clínico (Lateralização unilateral aponta adenoma (adrenalectomia))
• Quando rastrear: HAS resistente, HAS + hipocalemia, incidentaloma adrenal, HAS de início precoce ou com complicação desproporcional
• Relação aldosterona/renina + confirmação: Suspender/ajustar interferentes; relação alta → teste de supressão (sobrecarga de sódio) para confirmar
• Lateralizar antes de operar: TC adrenal + cateterismo de veias adrenais; a TC isolada pode enganar (nódulos não funcionantes/adenoma micro)
Quando Rastrear
Passo-chave: HAS resistente / HAS + hipoK
Fisiopatologia: O excesso autônomo de aldosterona causa retenção de sódio, hipertensão e perda renal de potássio.
Diagnóstico: Identificar o paciente de risco e dosar a relação aldosterona/renina (com preparo adequado).
Tratamento: Encaminhar para a sequência confirmatória; controlar a PA enquanto investiga.
Alerta: Hipocalemia não é obrigatória — muitos são normocalêmicos.
Pegadinhas:
- Causa secundária de HAS mais comum do que se pensa.
- Normocalemia não exclui.
- Rastrear também no incidentaloma adrenal com HAS.
Confirmação
Passo-chave: Aldosterona não suprime
Fisiopatologia: Na doença, a aldosterona permanece autônoma e não é suprimida pela sobrecarga de sódio/volume.
Diagnóstico: Relação aldo/renina alta + teste confirmatório (sobrecarga de sódio) com aldosterona não suprimida.
Tratamento: Prosseguir para a lateralização.
Alerta: Interferentes (espironolactona, IECA/BRA) alteram o teste — ajustar antes.
Pegadinhas:
- Preparar o paciente (suspender interferentes).
- Renina suprimida + aldosterona alta é o padrão.
- Confirmar antes de imagem/cateterismo.
Adenoma (Conn)
Passo-chave: Lateraliza → adrenalectomia
Fisiopatologia: Adenoma unilateral produtor de aldosterona; a remoção pode curar/atenuar a hipertensão.
Diagnóstico: Confirmado + lateralização no cateterismo de veias adrenais (± nódulo na TC).
Tratamento: Adrenalectomia unilateral (laparoscópica).
Alerta: Lateralização no cateterismo é o que define a cirurgia (não só a TC).
Pegadinhas:
- Cateterismo adrenal evita operar o lado errado.
- Cura/melhora a HAS e a hipocalemia.
- TC pode mostrar nódulo não funcionante contralateral.
Hiperplasia Bilateral
Passo-chave: Não lateraliza → antagonista de aldosterona
Fisiopatologia: Produção bilateral de aldosterona (hiperplasia idiopática), sem alvo cirúrgico.
Diagnóstico: Confirmado + ausência de lateralização no cateterismo.
Tratamento: Antagonista do receptor de mineralocorticoide (espironolactona/eplerenona) + controle da PA/potássio.
Alerta: Tratamento clínico, não cirúrgico.
Pegadinhas:
- Espironolactona é a base.
- Cirurgia não cura a forma bilateral.
- Monitorar potássio e função renal.