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- HipomagnesemiaPerda GI vs renal
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Hipomagnesemia Perda GI vs renal
De onde vem a perda? GI vs renal (FEMg) + repercussões
Como decidir: GI (diarreia/IBP) vs renal (diuréticos/álcool/fármacos). Lembrar das hipoK/hipoCa refratárias.
• Mg baixo + perdas gastrointestinais (diarreia crônica, má absorção, IBP de uso prolongado) + FEMg baixa → Perda gastrointestinal/extrarrenal (FEMg elevada aponta perda renal)
• Mg baixo + fármacos (diuréticos, aminoglicosídeo, cisplatina, anfotericina), álcool ou tubulopatias + FEMg alta → Perda renal (FEMg baixa com diarreia aponta perda GI)
• Hipocalemia E/OU hipocalcemia que não corrigem apesar da reposição → Hipomagnesemia subjacente (corrigir o Mg primeiro) (K e Ca que corrigem normalmente tornam menos provável depleção de Mg)
• Tetania, tremor, hiperreflexia, arritmias (incl. torsades), fraqueza → Repercussão clínica da hipomagnesemia (Assintomático leve pode ser apenas vigiado/reposto por via oral)
• Dosar Mg (com ressalva): O Mg sérico subestima a depleção (íon intracelular); nível normal-baixo com clínica sugestiva não exclui deficiência
• Fração de excreção de Mg: FEMg alta = perda renal; FEMg baixa = perda GI/extrarrenal (rim retém apropriadamente)
• Checar Mg nas hipoK/hipoCa refratárias: Repor magnésio é frequentemente o passo que permite corrigir potássio e cálcio refratários
Perda Gastrointestinal
Passo-chave: Diarreia / IBP / má absorção
Fisiopatologia: Perdas digestivas (diarreia, fístulas, má absorção) e uso crônico de IBP reduzem a absorção/retenção de magnésio.
Diagnóstico: Mg baixo + contexto GI + FEMg baixa (rim retém).
Tratamento: Repor magnésio (oral nas formas leves) + tratar a causa GI; rever o IBP.
Alerta: IBP de uso prolongado é causa subestimada.
Pegadinhas:
- IBP crônico: lembrar como causa.
- Diarreia secretora espolia Mg.
- FEMg baixa confirma origem extrarrenal.
Perda Renal
Passo-chave: Diuréticos / álcool / fármacos
Fisiopatologia: Fármacos e toxinas (diuréticos de alça/tiazídico, aminoglicosídeo, cisplatina, anfotericina), o álcool e tubulopatias aumentam a perda renal de Mg.
Diagnóstico: Mg baixo + FEMg alta + causa renal identificada.
Tratamento: Remover/ajustar o fármaco + repor magnésio; tratar tubulopatia se houver.
Alerta: Aminoglicosídeo, cisplatina e anfotericina espoliam magnésio.
Pegadinhas:
- Álcool é causa muito comum.
- FEMg alta aponta o rim.
- Tubulopatias (Gitelman) cursam com hipomagnesemia e hipocalemia.
HipoK / HipoCa Refratárias
Passo-chave: Corrigir o Mg primeiro
Fisiopatologia: A depleção de magnésio promove perda renal de potássio e prejudica a secreção/ação do PTH, perpetuando hipocalemia e hipocalcemia.
Diagnóstico: Hipocalemia e/ou hipocalcemia que não respondem à reposição → dosar e repor Mg.
Tratamento: Repor magnésio; em seguida, K e Ca tendem a normalizar.
Alerta: Repor K e Ca sem corrigir o Mg costuma falhar.
Pegadinhas:
- Regra prática: K/Ca que 'não sobem' → checar Mg.
- Mg baixo causa hipocalemia renal e hipoPTH funcional.
- Corrigir Mg destrava a correção dos outros íons.
Repercussões Clínicas
Passo-chave: Tetania, tremor, torsades
Fisiopatologia: A hipomagnesemia aumenta a excitabilidade neuromuscular e a instabilidade elétrica cardíaca.
Diagnóstico: Sinais neuromusculares (tetania, tremor, hiperreflexia) e/ou arritmias (prolongamento de QT, torsades).
Tratamento: Reposição EV de magnésio nas formas sintomáticas/graves; oral nas leves.
Alerta: Torsades de pointes: repor magnésio EV.
Pegadinhas:
- Mg EV é o tratamento da torsades.
- Sinais de Chvostek/Trousseau (via hipocalcemia associada).
- QT longo aumenta o risco arrítmico.