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- Tromboembolismo VenosoConfirmar evento → caracterizar
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Tromboembolismo Venoso Confirmar evento → caracterizar
Confirmar e classificar Probabilidade + D-dímero + imagem; provocado?
Como decidir: TVP/TEP confirmados; depois provocado (3 meses) vs não provocado (estender + trombofilia).
• Edema/dor unilateral de membro + fator de risco + Doppler venoso positivo → Trombose venosa profunda (TVP) (Edema bilateral simétrico sugere causa sistêmica, não TVP)
• Dispneia/dor pleurítica súbita + taquicardia/hipoxemia + AngioTC com falha de enchimento → Tromboembolismo pulmonar (TEP) (RX alterado com outra explicação reduz a probabilidade; instabilidade aponta TEP de alto risco)
• TEV com fator transitório maior (cirurgia, imobilização, trauma, gestação/puerpério, estrogênio) → TEV provocado (Ausência de fator transitório aponta não provocado)
• TEV sem fator identificável, recorrente, em sítio incomum, no jovem ou com história familiar forte → TEV não provocado (rastrear trombofilia + anticoagulação estendida) (Fator transitório claro torna desnecessária a investigação de trombofilia)
• Probabilidade pré-teste (Wells) + D-dímero: Baixa probabilidade + D-dímero <500 (ajustado por idade) exclui; alta probabilidade vai direto à imagem
• Imagem confirmatória: Doppler venoso (TVP); AngioTC de tórax (TEP). Instabilidade hemodinâmica = TEP de alto risco → trombólise
• Provocado vs não provocado + quando testar trombofilia: Define a DURAÇÃO; testar trombofilia só em não provocado selecionado (jovem, recorrente, sítio incomum, familiar) — fora da fase aguda e da anticoagulação
Trombose Venosa Profunda
Passo-chave: Edema unilateral + Doppler+
Fisiopatologia: Trombo no sistema venoso profundo (estase, lesão endotelial, hipercoagulabilidade — tríade de Virchow) obstrui o retorno e pode embolizar.
Diagnóstico: Edema/dor unilateral + fatores de risco. Wells orienta; D-dímero (baixa prob) e Doppler venoso confirmam.
Tratamento: Anticoagulação (DOAC na maioria). Avaliar duração pela classificação provocado/não provocado.
Alerta: TVP proximal pode embolizar — investigar TEP se sintomas torácicos.
Pegadinhas:
- TVP distal isolada pode ser conduzida com vigilância em casos selecionados.
- Phlegmasia (TVP maciça) ameaça o membro.
- Investigar neoplasia oculta no TEV não provocado conforme o caso.
Tromboembolismo Pulmonar
Passo-chave: Dispneia súbita + AngioTC+
Fisiopatologia: Êmbolo (geralmente de TVP de membros) oclui a circulação pulmonar, aumentando a pós-carga do VD; maciço causa choque obstrutivo.
Diagnóstico: Dispneia/dor pleurítica + Wells/PERC; D-dímero (baixa prob) e AngioTC (padrão-ouro). Avaliar VD (eco/troponina/BNP) para estratificar risco.
Tratamento: Anticoagulação. Alto risco (instável): trombólise/embolectomia. Risco intermediário: monitorizar VD.
Alerta: TEP com hipotensão/choque = alto risco → trombólise (se sem contraindicação).
Pegadinhas:
- RX de tórax costuma ser normal ou inespecífico.
- Disfunção de VD + troponina = risco intermediário.
- PESI estratifica mortalidade e elegibilidade para tratamento domiciliar.
TEV Provocado
Passo-chave: Fator transitório → ~3 meses
Fisiopatologia: Evento desencadeado por fator de risco transitório maior (cirurgia, imobilização, trauma, gestação, estrogênio), com baixo risco de recorrência após a remoção do fator.
Diagnóstico: TEV + fator provocador transitório identificável.
Tratamento: Anticoagulação por ~3 meses; reavaliar. Investigação de trombofilia não está indicada.
Alerta: Não rastrear trombofilia quando há fator transitório claro.
Pegadinhas:
- Fator transitório maior → curso definido (3 meses).
- Rastreio de trombofilia não muda a conduta aqui.
- Reavaliar risco-benefício ao suspender.
TEV Não Provocado / Trombofilia
Passo-chave: Sem fator → estender + considerar trombofilia
Fisiopatologia: TEV sem fator transitório, recorrente, em sítio incomum ou familiar sugere predisposição (trombofilia hereditária/adquirida — SAF) e maior risco de recorrência.
Diagnóstico: TEV não provocado. Considerar SAF (anticoagulante lúpico, anticardiolipina, anti-β2-GP1), trombofilias hereditárias e neoplasia oculta conforme o contexto.
Tratamento: Anticoagulação estendida (avaliar risco de sangramento). SAF: preferir antagonista da vitamina K.
Alerta: Investigar trombofilia fora da fase aguda e longe da anticoagulação (resultados falseados).
Pegadinhas:
- Testar trombofilia NÃO no agudo e NÃO durante anticoagulação (exceto SAF com cautela).
- SAF muda o anticoagulante (evitar DOAC no SAF de alto risco).
- TEV não provocado no idoso: pesquisar neoplasia conforme avaliação.