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- EritrocitoseRelativa vs absoluta → EPO
- EritrocitoseRelativa vs absoluta → EPO
Eritrocitose Relativa vs absoluta → EPO
Primária vs Secundária EPO + JAK2 + pesquisa de hipóxia/tumor
Como decidir: EPO baixa + JAK2 = vera. EPO alta + hipóxia = secundária apropriada. EPO alta sem hipóxia = tumor (inapropriada).
• Hb/Ht elevados + estado de hemoconcentração (desidratação, diurético) e massa eritrocitária normal → Eritrocitose relativa (espúria) (Massa eritrocitária aumentada aponta eritrocitose absoluta)
• Eritrocitose absoluta + EPO BAIXA + JAK2 positivo ± plaquetose/leucocitose/esplenomegalia/prurido aquagênico → Policitemia vera (primária) (EPO elevada aponta causa secundária)
• Eritrocitose absoluta + EPO ALTA + hipóxia (DPOC, SAOS, altitude, cardiopatia cianótica, tabagismo) → Secundária hipóxica (apropriada) (Sem hipóxia, EPO alta sugere fonte tumoral)
• Eritrocitose absoluta + EPO ALTA SEM hipóxia + tumor produtor (carcinoma renal, hepatocarcinoma) → Secundária paraneoplásica (inapropriada) (Hipóxia presente explica a EPO alta (apropriada))
• Absoluta vs relativa: Hemoconcentração (desidratação/diurético) eleva Ht sem aumentar a massa eritrocitária; confirmar a eritrocitose verdadeira
• Eritropoetina + JAK2: EPO baixa + JAK2 positivo = policitemia vera; EPO alta = secundária (pesquisar causa)
• Pesquisa de hipóxia e de tumor: Gasometria/SatO2, polissonografia (SAOS), carboxi-Hb (tabagismo); USG renal/hepática se EPO alta sem hipóxia
Eritrocitose Relativa
Passo-chave: Hemoconcentração → corrigir volume
Fisiopatologia: Redução do volume plasmático (desidratação, diurético) eleva o hematócrito sem aumento real da massa de hemácias.
Diagnóstico: Ht elevado + contexto de hemoconcentração + massa eritrocitária normal. EPO e JAK2 normais.
Tratamento: Corrigir a causa da hemoconcentração; reavaliar.
Alerta: Reavaliar o hematócrito após hidratação/ajuste de diurético.
Pegadinhas:
- Não há aumento verdadeiro de hemácias.
- 'Síndrome de Gaisböck' no hipertenso/obeso.
- Corrigir volume normaliza o Ht.
Policitemia Vera
Passo-chave: EPO baixa + JAK2+
Fisiopatologia: Doença mieloproliferativa clonal (mutação JAK2) com produção autônoma de hemácias, frequentemente também de plaquetas e leucócitos.
Diagnóstico: Eritrocitose absoluta + EPO baixa + JAK2 positivo. Pode haver esplenomegalia, plaquetose, prurido aquagênico.
Tratamento: Flebotomia (alvo de Ht) + AAS em dose baixa; citorredução em alto risco. Manejo hematológico.
Alerta: Risco trombótico — flebotomia + AAS são a base.
Pegadinhas:
- Prurido após banho quente é clássico.
- Principal complicação é trombose.
- JAK2 positivo na grande maioria.
Secundária Hipóxica
Passo-chave: EPO alta + hipóxia (apropriada)
Fisiopatologia: A hipóxia crônica (DPOC, SAOS, altitude, cardiopatia cianótica, tabagismo) estimula apropriadamente a produção de EPO e de hemácias.
Diagnóstico: Eritrocitose absoluta + EPO alta + causa de hipóxia identificada (gasometria/SatO2, polissonografia, carboxi-Hb).
Tratamento: Tratar a causa da hipóxia; cessar tabagismo; oxigenoterapia quando indicada.
Alerta: Tratar a hipóxia (SAOS, DPOC) é tratar a policitemia.
Pegadinhas:
- É uma resposta fisiológica 'apropriada'.
- SAOS é causa subdiagnosticada.
- Tabagismo eleva carboxi-Hb e o Ht.
Secundária Paraneoplásica
Passo-chave: EPO alta SEM hipóxia → buscar tumor
Fisiopatologia: Tumores (carcinoma de células renais, hepatocarcinoma, hemangioblastoma) secretam EPO de forma inapropriada.
Diagnóstico: Eritrocitose absoluta + EPO alta + ausência de hipóxia. Investigar fonte tumoral (USG/TC renal e hepática).
Tratamento: Tratar o tumor produtor.
Alerta: EPO alta sem hipóxia obriga rastrear tumor produtor.
Pegadinhas:
- EPO alta + SatO2 normal = caçar tumor.
- Carcinoma renal é a fonte clássica.
- Distingue-se da vera pela EPO (alta vs baixa).