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- Lesão HepatocelularALT/AST > FA/GGT
- Aguda< 6 meses ou ALT > 10× LSNSorologias virais + INR
- Crônica> 6 mesesSorologias + autoanticorpos + eco
- Lesão HepatocelularALT/AST > FA/GGT
- Aguda< 6 meses ou ALT > 10× LSNSorologias virais + INR
- Crônica> 6 mesesSorologias + autoanticorpos + eco
Lesão Hepatocelular ALT/AST > FA/GGT
Tempo + Magnitude Agudo vs Crônico
Como decidir: Agudo < 6 meses. ALT > 1000: hepatite aguda.
• ALT/AST elevadas (> FA/GGT) há < 6 meses → Aguda (viral, DILI, isquêmica, autoimune) (ALT > 1000 sugere hepatite aguda)
• Elevação > 6 meses, geralmente < 5× LSN → Crônica (HBV, HCV, DHGNA, Wilson) (Investigar sorologias + autoanticorpos + eco)
• ALT > 1000 (até >10.000) + episódio de hipotensão/choque → Hepatite isquêmica (Sobe e desce rápido; ligar ao evento hemodinâmico)
• Início após novo fármaco + melhora com suspensão → DILI (Paracetamol: NAC até 24h)
• AST:ALT > 2 → Etiologia alcoólica (AST:ALT < 1 sugere DHGNA)
• Padrão hepatocelular vs colestático: ALT/AST predominante = hepatocelular (este framework); FA/GGT predominante = colestático
• Magnitude + tempo: ALT >1000 agudo; >10.000 + choque pensa isquêmica antes de viral
• INR/encefalopatia: INR >1,5 + encefalopatia = insuficiência hepática aguda grave (UTI/transplante)
Aguda < 6 meses ou ALT > 10× LSN
Hepatite Viral Aguda
Passo-chave: IgM anti-HAV, HBsAg, anti-HBc IgM
Fisiopatologia: Inflamação hepatocelular viral aguda (A, B, C, E).
Diagnóstico: Sorologias específicas; ALT muito elevada.
Tratamento: Suporte; HAV/HEV autolimitam; avaliar transplante se fulminante.
Alerta: Fulminante (INR > 1,5 + encefalopatia): UTI + transplante.
Pegadinhas:
- INR alto + encefalopatia = insuficiência hepática aguda grave.
- HEV é grave em gestantes.
- HBV aguda raramente exige antiviral.
DILI (lesão por fármaco)
Passo-chave: RUCAM + suspender o fármaco
Fisiopatologia: Hepatotoxicidade direta ou idiossincrática.
Diagnóstico: Relação temporal com fármaco; melhora após suspensão.
Tratamento: Suspender o agente; NAC no paracetamol.
Alerta: Paracetamol: N-acetilcisteína até 24h.
Pegadinhas:
- Paracetamol: ALT pode passar de 10.000.
- Isoniazida, estatina, amoxi-clav são clássicos.
- Suplementos e fitoterápicos contam como fármacos.
Hepatite Isquêmica
Passo-chave: Contexto + resolução rápida
Fisiopatologia: Hipoperfusão hepática (choque, ICC) → necrose centrolobular.
Diagnóstico: ALT muito alta com episódio de hipotensão; LDH alto; melhora rápida.
Tratamento: Tratar o choque — o fígado se recupera.
Alerta: ALT > 10.000 + choque: pensar isquêmica antes de viral.
Pegadinhas:
- ALT que sobe e cai rapidamente é típico.
- Sempre ligar ao episódio hemodinâmico.
- LDH desproporcionalmente alto ajuda.
Hepatite Autoimune
Passo-chave: FAN + anti-MLS + IgG + biópsia
Fisiopatologia: Ataque autoimune aos hepatócitos.
Diagnóstico: Mulher jovem; FAN/anti-músculo liso; hipergamaglobulinemia (IgG); biópsia.
Tratamento: Corticóide + azatioprina.
Alerta: Não tratar sem biópsia.
Pegadinhas:
- Pode abrir com hepatite fulminante.
- Associada a outras autoimunes.
- Biópsia confirma e gradua a fibrose.
Crônica > 6 meses
Hepatite B Crônica
Passo-chave: HBsAg + HBeAg + DNA VHB + ALT
Fisiopatologia: Infecção crônica com replicação viral ± fibrose progressiva.
Diagnóstico: HBsAg > 6 meses; fase definida por HBeAg/DNA/ALT.
Tratamento: Tenofovir/entecavir conforme fase e fibrose.
Alerta: Vigilância de CHC semestral se cirrose.
Pegadinhas:
- Risco de CHC mesmo sem cirrose.
- Reativação com imunossupressão — profilaxia.
- Fase imunotolerante não trata, monitora.
Hepatite C Crônica
Passo-chave: Anti-HCV + RNA VHC
Fisiopatologia: Infecção crônica → fibrose lenta progressiva.
Diagnóstico: Anti-HCV + RNA-VHC confirma atividade.
Tratamento: Antivirais de ação direta (DAA) 8-12 semanas.
Alerta: DAA: RVS > 95% (cura).
Pegadinhas:
- Tratar todos — cura virológica é a regra.
- Manter rastreio de CHC se já há cirrose.
- Crioglobulinemia é manifestação extra-hepática.
Esteatohepatite (DHGNA)
Passo-chave: USG + exclusão + biópsia se fibrose
Fisiopatologia: Acúmulo de gordura + inflamação no contexto metabólico.
Diagnóstico: AST:ALT < 1; eco com esteatose; afastar outras causas.
Tratamento: Perda de peso ≥ 10%; controle metabólico; resmetirom em fibrose avançada.
Alerta: Fibrose F3-F4: resmetirom aprovado.
Pegadinhas:
- AST:ALT > 2 sugere alcoólica, não metabólica.
- Pode evoluir a cirrose e CHC.
- Perda de peso reverte a fibrose inicial.
Doença de Wilson
Passo-chave: Ceruloplasmina + cobre urinário + lÂmpada de fenda
Fisiopatologia: Acúmulo de cobre por defeito de excreção biliar.
Diagnóstico: < 40 anos com hepato + neuro; ceruloplasmina baixa; anéis de Kayser-Fleischer.
Tratamento: Quelante (D-penicilamina/trientina) + zinco; transplante no fulminante.
Alerta: Fulminante: Nazer ≥ 7 = transplante urgente.
Pegadinhas:
- Sempre considerar Wilson em hepatopata jovem.
- D-penicilamina NÃO no fulminante.
- Hemólise Coombs-negativa + hepatite aguda é pista.