Toque nos quadros para ver o passo-chave, a fisiopatologia, o diagnóstico, o tratamento e os pontos de atenção. No fluxograma, arraste para os lados para ver os outros ramos.
- Anemia HemolíticaDestruição acelerada de hemácias
- AHAI (Coombs +)Anticorpos antieritrocitáriosIgG quente vs IgM frio
- Não-imune (Coombs −)Morfologia essencialEsfregaço periférico
- Anemia HemolíticaDestruição acelerada de hemácias
- AHAI (Coombs +)Anticorpos antieritrocitáriosIgG quente vs IgM frio
- Não-imune (Coombs −)Morfologia essencialEsfregaço periférico
Anemia Hemolítica Destruição acelerada de hemácias
Coombs Direto (TAD) Anticorpos na superfície?
Como decidir: TAD (+) = imune. TAD (−) = não-imune.
• Coombs direto (TAD) POSITIVO → Imune (AHAI) (IgG quente vs IgM frio (aglutininas))
• TAD NEGATIVO + esquizócitos no esfregaço → Microangiopática (MAHA: TTP/SHU/CIVD) (Fragmentação mecânica)
• Esquizócitos + plaquetopenia + IRA → TTP/SHU (TTP: plasmaférese imediata; SHU por STEC: suporte)
• TAD negativo + hemoglobinúria + trombose em sítios incomuns → HPN (Citometria CD55/CD59 ausentes)
• Coombs direto (TAD): 1ª bifurcação: positivo = imune; negativo = não-imune (olhar morfologia)
• Esfregaço periférico: Esquizócitos → MAHA; esferócitos → AHAI/esferocitose; corpos de Heinz → G6PD
• LDH + haptoglobina + reticulócitos: LDH alto + haptoglobina baixa + reticulocitose = hemólise confirmada
AHAI (Coombs +) Anticorpos antieritrocitários
AHAI Quente (IgG)
Passo-chave: TAD IgG + causa secundária
Fisiopatologia: IgG opsoniza hemácias → fagocitose esplênica (extravascular).
Diagnóstico: TAD (+) para IgG; esferócitos; buscar LES, LLC, fármacos.
Tratamento: Corticóide 1 mg/kg; refratária: rituximabe/esplenectomia.
Alerta: Refratária: rituximabe ou esplenectomia.
Pegadinhas:
- Sempre buscar causa secundária (LES, linfoproliferativa).
- Esferócitos também aparecem aqui.
- Profilaxia de trombose em hemólise ativa.
Aglutininas Frias (IgM)
Passo-chave: TAD C3 + título de aglutinina fria
Fisiopatologia: IgM ativa complemento no frio → hemólise (intravascular).
Diagnóstico: TAD (+) para C3; acrocianose; pós-Mycoplasma/EBV ou linfoma.
Tratamento: Aquecimento; rituximabe nos casos crônicos.
Alerta: Evitar o frio. Rituximabe nos graves.
Pegadinhas:
- Corticóide e esplenectomia funcionam mal aqui.
- Aquecer o paciente e as soluções infundidas.
- Pensar em linfoma na forma crônica.
Não-imune (Coombs −) Morfologia essencial
MAHA (Microangiopática)
Passo-chave: Esquizócitos + plaquetas + ADAMTS13
Fisiopatologia: Lesão microvascular fragmenta hemácias (TTP, SHU, CIVD).
Diagnóstico: Esquizócitos + plaquetopenia; ADAMTS13 baixa na TTP.
Tratamento: TTP: plasmaférese. SHU por STEC: suporte. CIVD: tratar a causa.
Alerta: TTP: plasmaférese imediata.
Pegadinhas:
- Esquizócitos + plaquetopenia + IRA = pensar TTP/SHU.
- Não transfundir plaquetas na TTP (piora).
- SHU típico: NÃO plasmaférese.
Defeitos de Membrana (Esferocitose, HPN)
Passo-chave: Citometria CD55/CD59 (HPN)
Fisiopatologia: Defeito de membrana (hereditário) ou perda de proteínas âncora (HPN).
Diagnóstico: Esferocitose: história familiar. HPN: citometria CD55/CD59 ausentes.
Tratamento: Esferocitose: esplenectomia se grave. HPN: eculizumab.
Alerta: HPN: risco de trombose em sítios incomuns.
Pegadinhas:
- HPN: trombose de veias hepática/mesentérica/cerebral.
- Hemoglobinúria matinal sugere HPN.
- Esplenectomia melhora a esferocitose, não a HPN.
Enzimopatia (G6PD)
Passo-chave: Dosagem de G6PD (fora da crise)
Fisiopatologia: DeficiÊncia de G6PD → hemácia vulnerável a estresse oxidativo.
Diagnóstico: Hemólise após fármaco/fava/infecção; corpos de Heinz; dosagem (fora da crise).
Tratamento: Suspender o gatilho; suporte.
Alerta: Não dosar G6PD no pico hemolítico (falso normal).
Pegadinhas:
- Dosar no pico dá falso normal (reticulócitos jovens têm mais enzima).
- Lista de fármacos a evitar (primaquina, dapsona, nitrofurantoÍna).
- Ligada ao X — predomina em homens.